Esteira x Rua: Por que o esforço não é o mesmo, mesmo quando o relógio diz que é...
- bestrunoficial

- 31 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 26 de set. de 2025

Imagine que você está correndo a 14 km/h. O relógio marca o mesmo ritmo, seja no asfalto de uma pista ou no tapete macio de uma esteira. Mas, por dentro, seu corpo conta uma história diferente.
Um estudo recente, feito com corredores altamente treinados, decidiu medir isso com precisão. Resultado? Quando esses atletas correram na esteira, o consumo de oxigênio subiu em média 12,6%. É como se o corpo dissesse: “Aqui, o jogo é mais pesado, mesmo sem vento e sem ladeiras.”
E não para por aí:
O coração bateu 5,5% mais rápido.
A respiração aumentou em 15%.
Até quando colocaram a famosa inclinação de 1%, o gasto subiu ainda mais (+4,4%).
Ou seja, aquele “truque” que você já deve ter ouvido de colocar 1% para simular a rua nesse caso, não simulou nada… intensificou.
E isso muda o quê para você? Se você usa a esteira como treino substituto, saiba que ela pode estar exigindo mais do que o asfalto. Isso é ótimo se você busca força e condicionamento extra. Mas, se a meta é replicar a sensação de uma prova ao ar livre, talvez seja melhor ajustar a intensidade, ou misturar os dois mundos no seu planejamento. Se estamos pensando em realizar uma prova de corrida no asfalto, é preciso ter estímulos específicos que só a rua vai te propiciar.

Correr na rua é lidar com vento, variação de piso, temperatura. Correr na esteira é enfrentar um adversário invisível: o custo fisiológico extra. E agora, com a ciência na mão, você decide qual batalha quer travar.
Nota: Os resultados apresentados refletem especificamente o modelo de esteira utilizado no estudo. Nele, a corrida se mostrou fisiologicamente mais exigente do que ao ar livre. Isso significa que os indicadores de esforço (consumo de oxigênio, frequência cardíaca e ventilação) foram maiores na esteira, mas esse efeito pode variar de acordo com o tipo de equipamento e as condições do ambiente.
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Bons treinos!
Referência
Follador, L., Sarmiento, S., Mauri, A., Fornasiero, A., & Schena, F. (2024). Should a 1% gradient be used to equate the metabolic cost between treadmill and overground running? Current Issues in Sport Science, 9, Article 10904. https://doi.org/10.36950/10904




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